TV 3.0painel de sintonia
CANAL 03/12

Guerra de titãs

INTERESSES CONFLITANTES E ALGUMA INSEGURANÇA

A faixa de frequência ideal para TV é a mesma faixa dos celulares. Se não existisse a TV aberta, a telefonia móvel teria uma redução de custos. O espectro eletromagnético permite uma gestão técnica desse conflito e assim os dois serviços encontraram um meio termo para conviver.

O streaming vem pela Internet, não entra nessa disputa. Mas chegou com muita força nas salas de TV domésticas. Quando começou, o negócio se revelou tão bom que todo mundo queria entrar. Apple, Amazon, bilionários que não tinham nada a ver com audiovisual vieram pra cima. A concorrência logo apertou entre eles. A solução no horizonte, o anunciante: aquele mesmo que, há décadas, mantém a TV aberta gratuita.

Quem também tomou lugar na sala foram os games. Os jogadores não enchem o sofá, normalmente uma ou duas pessoas. Mas ocupam horas e horas de tela por dia. Num balanço global, as horas de tela com games estão no mesmo patamar do streaming, da TV paga e da aberta. Os games levam mais televisores por domicílio. As fabricantes aplaudem. Mas se incomodam com a TV aberta, que é de graça.

Vai ter lugar pra todos?

Contou todos aí? TV a cabo, celular, streaming, games… Indústrias poderosas que prefeririam viver num mundo sem TV aberta. (leia mais…)

A TV 3.0 é uma tecnologia muito avançada, gera insegurança para quem a enxerga como concorrente. É a mais completa para informação e entretenimento, porém é também um hub para o consumidor chegar ao streaming e outras opções. A TV 3.0 pode acabar ajudando até no melhor aproveitamento do espectro. Mas, por enquanto, causa insegurança. E gera reações contrárias.

No Brasil o governo precisou interferir para que as fabricantes de televisores destacassem, em seus manuais, a melhor maneira de captar o sinal de TV aberta. Antes, o destaque dos manuais era todo para canais por streaming. Muitos são gratuitos e, como não dependem de antena, não geram reclamações para manutenção de aparelhos.